quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
10 Faca de dois gumes
Você em harmonia com Deus
Eu num duelo com o capeta
Você e seu jeito de ser
E eu sempre a querer vencer
Você e sua ideologia
E eu sem nenhuma teoria
Você e sua caridade farta
Eu e minhas palavras amargas
Minhas dúvidas são suas certezas
Meu fim é o seu começo
Suas glórias são os meus tropeços
Você de braços com a justiça
Eu e minhas falsas alianças
Você com seus mitos e crenças
Eu com meus atos e diferenças
Você presa na teia dos mistérios
Eu escancarando nossos segredos
Você destruindo meu coração
Eu desmoronando na solidão
Minhas dúvidas são suas certezas
Meu fim é o seu começo
Suas glórias são os meus tropeços
Você e sua boca costurada
Eu e minha fúria enjaulada
Você e sua alto piedade
E eu fazendo planos pra maldade
Você e sua consciência morta
Eu implorando na sua porta
Você sempre tentando dissimular
Meus olhos querendo enxergar
Minhas dúvidas são suas certezas
Meu fim é o seu começo
Suas glórias são os meus tropeços
Você em seu estado de graça
Eu preso em meio a essa farsa
Você planejando outra jogada
E eu entre a cruz e a espada
Você desafiando as leis
Eu sonhando ser em rei
Você e sua perfeita lucidez
E eu a contar estrelas no céu
Minhas dúvidas são suas certezas
Meu fim é o seu começo
Suas glórias são os meus tropeços
domingo, 14 de fevereiro de 2010
09 Um bom brasileiro
Liguei a TV, nada pra ver.
Liguei pra ela não quis me ver
Apostei em você o que “CE” fez?
Pintei a cara protestei outra vez
Bati continência virei periquito
A terra em brasa acho bonito
Nas tretas do P trabalhista
Fui na onda virei surfista
Fui mendigo pelas estradas
Me fudi não consegui nada
Mais como sou um bom brasileiro
Conformado com as gramas do fardo
Ainda mesmo que desfigurado
Na face um sorriso estampado
Tentei ser garoto de programa
Mais não ganhei a vida na cama
Desisti voltei pra casa
Olhei pro céu Deus de asa
Rezei um terço fiz novena
De nada adiantou a cena
Fui ao parque procurar diversão
Lá os “hôme” tava de pau na mão
No banquete o mingau acabou
O sonho que tive não se realizou
Mais como sou um bom brasileiro
Conformado com as gramas do fardo
Ainda mesmo que desfigurado
Na face um sorriso estampado
Liguei pra ela não quis me ver
Apostei em você o que “CE” fez?
Pintei a cara protestei outra vez
Bati continência virei periquito
A terra em brasa acho bonito
Nas tretas do P trabalhista
Fui na onda virei surfista
Fui mendigo pelas estradas
Me fudi não consegui nada
Mais como sou um bom brasileiro
Conformado com as gramas do fardo
Ainda mesmo que desfigurado
Na face um sorriso estampado
Tentei ser garoto de programa
Mais não ganhei a vida na cama
Desisti voltei pra casa
Olhei pro céu Deus de asa
Rezei um terço fiz novena
De nada adiantou a cena
Fui ao parque procurar diversão
Lá os “hôme” tava de pau na mão
No banquete o mingau acabou
O sonho que tive não se realizou
Mais como sou um bom brasileiro
Conformado com as gramas do fardo
Ainda mesmo que desfigurado
Na face um sorriso estampado
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