quarta-feira, 17 de março de 2010
13 Não estais em mim
Deus está no muro
Deus está no amor
Deus está no escuro
Deus está na dor
Deus está no irmão
Deus está na sacristia
Deus está no pão
Deus está no dia
Se estais em tudo
Porque não estais em mim
Deus está na guerra
Deus ta sempre na paz
Deus está na terra
Deus no que se faz
Deus está na oração
Deus está no pecado
Deus está no perdão
Deus ta super abismado
Se estais em tudo
Porque não estais em mim
Deus está na luz
Deus está na fé
Deus que te conduz
Ta na arca de Noé
Deus está em Judas
Deus está no poder
Deus nas escrituras
Deus onde não se vê
Se estais em tudo
Porque não estais em mim
sexta-feira, 5 de março de 2010
12 Psicose visual
O seu retrato
daltônico
No meu quarto
Com seu olhar
Paranóico
A me vigiar
Em cada passo
Que pretendo dar
Mais não posso
Desmobilizar
De tão rente
Forças a frente
Estranhas forças
Querem me sugar
Estranhas forças
Desejam meu lugar
Poema negro
Nas paredes
Rituais macabros
Carros de bebes
Em curto mental
Sua psicose
Mais no beijo
Quer me devorar
Nos desejos
Vem observar
Quem quiser
Se aventurar
Estranhas forças
Querem me sugar
Estranhas forças
Desejam meu lugar (no céu)
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
10 Faca de dois gumes
Você em harmonia com Deus
Eu num duelo com o capeta
Você e seu jeito de ser
E eu sempre a querer vencer
Você e sua ideologia
E eu sem nenhuma teoria
Você e sua caridade farta
Eu e minhas palavras amargas
Minhas dúvidas são suas certezas
Meu fim é o seu começo
Suas glórias são os meus tropeços
Você de braços com a justiça
Eu e minhas falsas alianças
Você com seus mitos e crenças
Eu com meus atos e diferenças
Você presa na teia dos mistérios
Eu escancarando nossos segredos
Você destruindo meu coração
Eu desmoronando na solidão
Minhas dúvidas são suas certezas
Meu fim é o seu começo
Suas glórias são os meus tropeços
Você e sua boca costurada
Eu e minha fúria enjaulada
Você e sua alto piedade
E eu fazendo planos pra maldade
Você e sua consciência morta
Eu implorando na sua porta
Você sempre tentando dissimular
Meus olhos querendo enxergar
Minhas dúvidas são suas certezas
Meu fim é o seu começo
Suas glórias são os meus tropeços
Você em seu estado de graça
Eu preso em meio a essa farsa
Você planejando outra jogada
E eu entre a cruz e a espada
Você desafiando as leis
Eu sonhando ser em rei
Você e sua perfeita lucidez
E eu a contar estrelas no céu
Minhas dúvidas são suas certezas
Meu fim é o seu começo
Suas glórias são os meus tropeços
domingo, 14 de fevereiro de 2010
09 Um bom brasileiro
Liguei a TV, nada pra ver.
Liguei pra ela não quis me ver
Apostei em você o que “CE” fez?
Pintei a cara protestei outra vez
Bati continência virei periquito
A terra em brasa acho bonito
Nas tretas do P trabalhista
Fui na onda virei surfista
Fui mendigo pelas estradas
Me fudi não consegui nada
Mais como sou um bom brasileiro
Conformado com as gramas do fardo
Ainda mesmo que desfigurado
Na face um sorriso estampado
Tentei ser garoto de programa
Mais não ganhei a vida na cama
Desisti voltei pra casa
Olhei pro céu Deus de asa
Rezei um terço fiz novena
De nada adiantou a cena
Fui ao parque procurar diversão
Lá os “hôme” tava de pau na mão
No banquete o mingau acabou
O sonho que tive não se realizou
Mais como sou um bom brasileiro
Conformado com as gramas do fardo
Ainda mesmo que desfigurado
Na face um sorriso estampado
Liguei pra ela não quis me ver
Apostei em você o que “CE” fez?
Pintei a cara protestei outra vez
Bati continência virei periquito
A terra em brasa acho bonito
Nas tretas do P trabalhista
Fui na onda virei surfista
Fui mendigo pelas estradas
Me fudi não consegui nada
Mais como sou um bom brasileiro
Conformado com as gramas do fardo
Ainda mesmo que desfigurado
Na face um sorriso estampado
Tentei ser garoto de programa
Mais não ganhei a vida na cama
Desisti voltei pra casa
Olhei pro céu Deus de asa
Rezei um terço fiz novena
De nada adiantou a cena
Fui ao parque procurar diversão
Lá os “hôme” tava de pau na mão
No banquete o mingau acabou
O sonho que tive não se realizou
Mais como sou um bom brasileiro
Conformado com as gramas do fardo
Ainda mesmo que desfigurado
Na face um sorriso estampado
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sábado, 30 de janeiro de 2010
08 O que corre em suas veias
Se sua vida não é como você sempre quis
Se todos apontam o dedo pro seu nariz
Se seu chefe o chama de João ninguém
Se o doce do mel em seus lábios vira fel
Me diga o que corre em suas veias
O que corre em suas veias
Se seus filhos pedem o pão e não tem como dar
E na cama sua mulher diz sai daqui sai pra lá
E se seus sonhos viram grandes pesadelos
E no corte ninguém reconheceu seus cabelos
Me diga o que corre em suas veias
O que corre em suas veias
Se seu coração já não quer e deseja a morte
E no jogo quem joga contra você é a sorte
Se as perguntas que faz o deixam sem respostas
Se aqueles em que confia lhe dão as costas
Me diga o que corre em suas veias
O que corre em suas veias
Se todos apontam o dedo pro seu nariz
Se seu chefe o chama de João ninguém
Se o doce do mel em seus lábios vira fel
Me diga o que corre em suas veias
O que corre em suas veias
Se seus filhos pedem o pão e não tem como dar
E na cama sua mulher diz sai daqui sai pra lá
E se seus sonhos viram grandes pesadelos
E no corte ninguém reconheceu seus cabelos
Me diga o que corre em suas veias
O que corre em suas veias
Se seu coração já não quer e deseja a morte
E no jogo quem joga contra você é a sorte
Se as perguntas que faz o deixam sem respostas
Se aqueles em que confia lhe dão as costas
Me diga o que corre em suas veias
O que corre em suas veias
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
07 Homem de Deus
Há séculos atrás
Surgia um messias
De carne e espírito
Andarilho da fé
Seu poder desconhecido
Mas tal seria traído
Caminhou pelo deserto
Pelo caminho quase certo
Pra Deus perguntar o que?
Deveria ele fazer
Mas o diabo tava lá
Pra tudo lhe oferecer
O diabo ofertava
Ele só profetizava
O diabo iludia
Ele versos e poesia
E o diabo se irritou
Sorriu e então falou
Homem de Deus
Você vai se arrepender
Seu sacrifício será em vão
Eles irão dependurar você
Mais já tava o futuro
Pra ele reservado
Rezar das alturas do muro
Depois de morrer pregado
O diabo gargalhava
E então depois berrava
Homem de Deus
Eu avisei você
Você não me deu ouvidos
Agora nada posso fazer
Surgia um messias
De carne e espírito
Andarilho da fé
Seu poder desconhecido
Mas tal seria traído
Caminhou pelo deserto
Pelo caminho quase certo
Pra Deus perguntar o que?
Deveria ele fazer
Mas o diabo tava lá
Pra tudo lhe oferecer
O diabo ofertava
Ele só profetizava
O diabo iludia
Ele versos e poesia
E o diabo se irritou
Sorriu e então falou
Homem de Deus
Você vai se arrepender
Seu sacrifício será em vão
Eles irão dependurar você
Mais já tava o futuro
Pra ele reservado
Rezar das alturas do muro
Depois de morrer pregado
O diabo gargalhava
E então depois berrava
Homem de Deus
Eu avisei você
Você não me deu ouvidos
Agora nada posso fazer
domingo, 10 de janeiro de 2010
06 Cavaleiro das trevas
Com sua capa de morcego negro
Com seu cinto de utilidades
À noite ele sai à cidade
A caça de mal feitores
Batmam, o cavaleiro das trevas.
Batmam, o morcego contra o crime.
Com seu carro blindado negro
Ele faz a lei em gotham city
Não há gata, pingüim, nem coringa.
Capaz de uma vez lhe vencer
Batmam, o cavaleiro das trevas.
Batmam, o morcego contra o crime.
Quando se encontra enrascado
Tem sempre na cintura algo
Pra todo o instante lhe ajudar
Uma inimiga quer lhe beijar
Batmam, o cavaleiro das trevas.
Batmam, o morcego contra o crime.
O comissário dá o sinal
Pelo telefone vermelho
Contato direto com a caverna
Qualquer problema ligue pra taberna
Batmam, o cavaleiro das trevas.
Batmam, o morcego contra o crime.
Com seu cinto de utilidades
À noite ele sai à cidade
A caça de mal feitores
Batmam, o cavaleiro das trevas.
Batmam, o morcego contra o crime.
Com seu carro blindado negro
Ele faz a lei em gotham city
Não há gata, pingüim, nem coringa.
Capaz de uma vez lhe vencer
Batmam, o cavaleiro das trevas.
Batmam, o morcego contra o crime.
Quando se encontra enrascado
Tem sempre na cintura algo
Pra todo o instante lhe ajudar
Uma inimiga quer lhe beijar
Batmam, o cavaleiro das trevas.
Batmam, o morcego contra o crime.
O comissário dá o sinal
Pelo telefone vermelho
Contato direto com a caverna
Qualquer problema ligue pra taberna
Batmam, o cavaleiro das trevas.
Batmam, o morcego contra o crime.
05 Ronda
Eu simplesmente não sei
O que faço por aqui
Com essa cara rara
De homem trabalhador
Se já sou fora da lei
Covarde traidor
Mas hoje policial
Com fama de mal
Fuja daí, corra daqui
Antes que a ronda passe
Se eu tiver na rota
É melhor não vacilar
Porque irei extorqui
Vou roubar e levar
E fardado investigar
Essa mera bandidagem
Mais nada vai mudar
Essa puta sacanagem
Fuja daí, corra daqui
Antes que a ronda passe
E de plantão no quartel
Tipo sargento pincel
Vou arranjar mulheres
Pra embutir o caralho
E esquecer do trabalho
E deixar o povo
Levando de novo
Na bunda a humilhação
Fuja daí, corra daqui
Antes que a ronda passe
É pra isso oh! Nação
Que essa porra nasceu
Os mais raros dizem
Que foi pra nos defender
Mais a vejo também
A querer te fuder
A querer me fuder
A querer nos prender
Fuja daí, corra daqui
Antes que a ronda passe
O que faço por aqui
Com essa cara rara
De homem trabalhador
Se já sou fora da lei
Covarde traidor
Mas hoje policial
Com fama de mal
Fuja daí, corra daqui
Antes que a ronda passe
Se eu tiver na rota
É melhor não vacilar
Porque irei extorqui
Vou roubar e levar
E fardado investigar
Essa mera bandidagem
Mais nada vai mudar
Essa puta sacanagem
Fuja daí, corra daqui
Antes que a ronda passe
E de plantão no quartel
Tipo sargento pincel
Vou arranjar mulheres
Pra embutir o caralho
E esquecer do trabalho
E deixar o povo
Levando de novo
Na bunda a humilhação
Fuja daí, corra daqui
Antes que a ronda passe
É pra isso oh! Nação
Que essa porra nasceu
Os mais raros dizem
Que foi pra nos defender
Mais a vejo também
A querer te fuder
A querer me fuder
A querer nos prender
Fuja daí, corra daqui
Antes que a ronda passe
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